Kim Eh Lis aqui, e hoje vim falar de um lakorn que ainda me deixa PASMADA — e não de um jeito bom. "Sanaeha Sunya Kaen" (conhecido como "Secret Love") é daqueles dramas que a gente começa a assistir esperando romance proibido, segredos e química, mas termina com a mão na cabeça e o coração apertado.
A trama gira em torno de Napat, interpretado pelo ator Chakrit Yamnarm, e Nuan, interpretada por Patricia Good. Resumindo rapidão: ele é um homem poderoso, obcecado pela mulher que faleceu em um acidente de carro; e ela é uma moça doce, um enfermeira que quer ajudar a irmã dele que não anda e acaba se tornando o alvo dessa obsessão. Até aqui, tudo parece típico de um drama tailandês, certo?
ERRADO.
O que começa como uma história de amor não correspondido rapidamente descamba para uma sucessão de cenas de violência psicológica, física e até sexual contra a protagonista. O protagonista, Napat, sequestra Nuan, humilha, agride e comete atos claramente criminosos contra ela. E o pior: a narrativa tenta romantizar isso como "amor intenso" ou "paixão avassaladora".
A vingança por ela ter sido atropelada e quase morta pela sua noiva? Isso tudo justifica a humilhação, a violência, a tortura física e psicológica? Eu adoro uma trama de vingança, mas pera lá... violência não.
Mas peraí, Kim... E a lei nisso tudo?
| Parlamento da Tailândia (muito lindo, por sinal) |
Fiquei me perguntando: onde estava a polícia? Onde estava a justiça? Isso me levou a pesquisar como a lei tailandesa lida com estupro e violência sexual.
Na Tailândia, o estupro é crime previsto no Código Penal tailandês, Seção 276, com pena de prisão de 4 a 20 anos, podendo chegar à prisão perpétua ou até pena de morte se houver agravantes (como morte da vítima). Além disso, desde 2007, o estupro marital também é reconhecido como crime. Ou seja, nem mesmo um casamento justifica o ato.
No entanto, a aplicação da lei e a cultura do silêncio ainda são grandes desafios. Muitas vítimas não denunciam por medo, vergonha ou falta de apoio social. E, infelizmente, obras de ficção como essa acabam normalizando a violência ao retratar o agressor como um "homem apaixonado e ferido", em vez de um criminoso.
O que achei da série?
Um ponto positivo?
Para resumir
Fica o questionamento: até que ponto a ficção deve romantizar crimes?
E você, já assistiu? O que achou?
Comenta aqui embaixo, mas vamos manter o respeito, pois o tema é sério.
Beijos (e ainda pasma),
Kim Eh Lis ✨
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