Olá, pessoal! Kim Eh Lis aqui, trazendo aquele papo apaixonado de fã sobre os bastidores e performances que nos fazem amar o cinema coreano.
Hoje o assunto é o mais novo lançamento da Netflix, "A Grande Inundação" (Daehongsu), que estreou dia 19 de dezembro. Vamos mergulhar fundo (com trocadilho, sim!) para entender o que funciona, o que falha e, principalmente, focar no que mais importa para nós: as atuações que dão alma a esse ambicioso filme de catástrofe e ficção científica.
E para contextualizar a força da dupla principal, olha só como as performances são mencionadas nas principais análises:
A Força em Meio ao Caos: A Jornada Física e Emocional de Kim Da-mi
Se tem uma coisa que ninguém discute nas críticas, é que Kim Da-mi (Itaewon Class, The Witch) entrega uma performance poderosa e absolutamente central para o filme.
A Mãe Protetora: Ela interpreta An-na, uma pesquisadora de IA e mãe solo, que acorda para um mundo em colapso. Desde o primeiro momento, Kim Da-mi captura a exaustão e a irritação de quem é acordada por um filho hiperativo, para então transitar para o puro instinto de sobrevivência e proteção quando percebe que sua casa está sendo inundada. A crítica da Variety ressalta que ela serve como "âncora emocional" da trama, sustentando as cenas mesmo quando a narrativa perde o foco.
Dificuldades Reais na Filmagem: E essa luta pela sobrevivência não foi apenas atuação. Em entrevistas pós-lançamento, a própria atriz falou sobre o quão desafiador foi filmar as cenas subaquáticas, que exigiam muito fisicamente e emocionalmente. O diretor Kim Byung-woo também expressou gratidão e até se desculpou pelo quanto ela sofreu durante as filmagens.
Mais que uma Heroína de Ação: O que torna sua performance especial é como ela vai além do clichê da "heroína forte". An-na é mostrada como vulnerável, assustada e, em certos momentos, até egoísta, o que a torna mais humana e complexa. A Decider aponta que seu trabalho "explora aspectos mais espinhosos da maternidade", enquanto a Mashable elogia como ela transmite uma ampla gama de emoções com maestria.
A Presença Sólida: A Ambiguidade de Park Hae-soo
Do outro lado, temos Park Hae-soo (Squid Game), que dá vida a Hee-jo, um oficial de segurança enigmático que aparece para resgatar An-na e seu filho.
Uma Aparência que Esconde Segredos: Park Hae-soo, frequentemente apelidado de "funcionário público da Netflix" por sua impressionante lista de trabalhos na plataforma, traz aqui sua presença característica: séria, contida e com uma aura de mistério. A Variety destaca que ele "facilmente convence como um guarda-costas glorificado preparado para qualquer perigo". Ele é a força prática em meio ao caos, o que cria um contraste interessante com a desesperança visceral de An-na.
A Profundidade Limitada do Personagem: No entanto, mesmo os críticos que elogiam sua atuação, como a Mashable, apontam que o personagem Hee-jo em si "carece de profundidade" para deixar uma impressão duradoura. Isso parece ser mais uma limitação do roteiro, que prioriza as reviravoltas da trama, do que da performance de Park Hae-soo. Não sabemos, nem saberemos nada sobre a vida dele, suas ambições, seus medos mais profundos. Um personagem que veio e termina como tal: um mistério.
O Problema do Roteiro: Quando a Atuação Bate na Parede da Narrativa
Aqui chegamos no ponto crucial, pessoal. E essa é a minha opinião sincera: as performances são o melhor do filme, mas elas precisam lutar contra um roteiro confuso.
Praticamente todas as críticas concordam que o filme começa forte, com uma premissa clara de catástrofe e sobrevivência física. A tensão de subir um prédio inundado, com ondas gigantes batendo e pessoas em pânico, é muito bem executada. Em determinado momento, parece que o filme chega a uma conclusão: um final bem delimitado, triste e angustiante, mas totalmente plausível.
É aí que surge o problema, quando a história dá uma guinada radical para um território de ficção científica complexa, envolvendo simulações, saltos no tempo e conceitos abstratos sobre a preservação da humanidade. A Variety descreve isso como uma "confusão crescente", e o Decider afirma que o filme passa de "espero que não morram" para "o que diabos está acontecendo?".
Esse desvio narrativo acaba prejudicando justamente o trabalho emocional construído pelos atores. O foco na complexidade dos conceitos deixa o vínculo humano, especialmente a relação mãe e filho, em segundo plano, diluindo o impacto que as performances de Kim Da-mi e Kwon Eun-seong (que faz o filho Ja-in) poderiam ter tido.
Conclusão: Vale a Pena Assistir?
Para mim, Kim Eh Lis, a resposta é sim, mas com expectativas ajustadas.
Assista se você:
É fã incondicional de Kim Da-mi ou Park Hae-soo e quer ver mais do excelente trabalho deles.
Aprecia efeitos visuais impressionantes e cenas de ação bem coreografadas em cenários de desastre.
Está disposto a perdoar uma narrativa confusa e superambiciosa em troca de momentos de tensão genuína e atuações fortes.
Pule se você:
Busca uma história de desastre coesa do começo ao fim.
Tem pouca paciência para reviravoltas complexas de ficção científica que podem não ser totalmente explicadas.
Espera que a relação mãe e filho seja o coração absoluto e inabalável da trama.
Spoiler alert:
No fim, "A Grande Inundação" é mais uma prova do talento bruto dos atores coreanos, que conseguem se destacar mesmo quando o material não está à altura. Kim Da-mi, em particular, merece todos os elogios por carregar nas costas um filme com um dilúvio literal e figurativo. Fica a dúvida: com um roteiro mais focado, o que essa dupla não teria alcançado?
Primeira metade do filme, entretanto, é nota mil!!!
E vocês, já assistiram? O que acharam da atuação da Kim Da-mi e da guinada que o filme toma? Contem tudo nos comentários! 💬
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