E ai, galera! Kim Eh Lis aqui, pronta pra mergulhar em mais um dorama que promete fogo, mas entrega... um abraço bem quentinho? Sim, é sobre "A Amada do Chefe da Yakuza" (ou Yakuza to Yome no Kurashi). Vim falar pra vocês com o coração dividido entre o "que fofo" e o "mas peraí...".
A premissa é daquelas que a gente clica na hora, né? Makoto (Konno Ayaka) é uma moça tímida, traída pelo ex, que se vê de mudança para a casa do seu chefe super temido, Ren Odagiri (Shota Totsuka), que esconde um segretinho: ele é um wakagashira da Yakuza. Parece a receita do sucesso, certo? Vingança, perigo, amor proibido... Senta que lá vem o spoiler: não é bem isso que rola.
🎭 Ren Odagiri: O Melhor "Mau" Rapaz que Você Já Viu
Vamos começar pelo que funciona, e o que funciona é o Shota Totsuka como Ren. Meus amores, esqueçam o Tony Soprano ou o Michael Corleone. O Ren é a definição de "green flag" vestindo um terno preto. Ele é carismático, protetor, doce e até cozinha pra Makoto. O contraste entre o chefe gélido do escritório e o homem caseiro é, de fato, bem fofo.
O problema? Justamente isso. A série peca em nunca nos fazer acreditar que ele é realmente um perigoso líder criminoso. A sensação é de que a Yakuza é só um hobby ou um detalhe do currículo dele. Onde estão as consequências? O conflito interno? A moral duvidosa? Tudo é muito... bonzinho. É como se o roteiro tivesse medo de sujar as mãos do personagem, e no fim, ele parece mais um salaryman estiloso do que qualquer outra coisa. Uma oportunidade enorme de criar um anti-herói complexo foi jogada fora.
🎭 Makoto Sugawara: A Heroína que Precisava de um Pouquinho de Fogo
Agora, vamos à Makoto. Sinceramente, essa foi a parte mais difícil de digerir. Interpretada por Konno Ayaka, ela é a heroína clássica excessivamente passiva. Tímida, inocente e, ao longo de TODOS os 10 episódios, ela nunca desenvolve uma espinha dorsal.
Ela é constantemente salva, empurrada de um lado para o outro pela mãe intrusiva e por circunstâncias da trama, e raramente toma uma atitude por conta própria. Num momento em que tanto se fala em protagonistas femininas com agência, Makoto parece ter saído de um manual de clichês dos anos 2000. É frustrante assistir e torcer por um mínimo de crescimento que simplesmente não vem. A atriz faz o que pode com o material, mas o personagem está escrito para ser uma tela em branco.
❤️ A Química: Doce, Educada... e Morta na Praia?
E o romance, que é o coração da história? Bom... é educado. Muito, muito educado. Os momentos de cuidado, os olhares, os gestos protetores de Ren funcionam e criam uma vibe aconchegante.
Mas quando precisa esquentar? Nada. A química não pega fogo. E as cenas de beijo... gente, foram devastadoramente ruins. Críticos e fãs foram unânimes em chamá-las de "beijo de peixe morto". São travadas, sem paixão, e parecem saídas de um dorama de 15 anos atrás. É um romantismo que fica na superfície, sem conseguir transmitir a intensidade que uma história com essa premissa pediria.
⚔️ A Grande Traição: Onde Está a Yakuza?
Esse é o ponto que mais decepciona. A série faz uma falsa propaganda. Você entra esperando tensão, ação, dilemas morais, e o que você ganha é um slice of life romântico com um personagem que, por acaso, tem uma tatuagem.
O elemento Yakuza é tão superficial que poderia ser trocado por "ele é um neurocirurgião famoso" ou "herdeiro de um conglomerado" que a trama seria exatamente a mesma. Vilões aparecem do nada no final, só para criar um conflitinho rápido e ser resolvido sem peso na trama. É um pano de fundo desperdiçado que deixa a sensação de que assistimos a um dorama diferente do que foi anunciado.
Resumo da Ópera pra Quem Tem Pressa
| O Que Promete | O Que Entrega | Vale a Pena? |
|---|---|---|
| Romance perigoso com chefão da máfia | Romance fofinho e seguro com um homem caseiro gentil. | Se você quer ação/mafia: FUJA. |
| Heroína em crescimento numa situação tensa | Heroína passiva que pouco se desenvolve. | Se você quer romance leve/cabeça vazia: Pode ser. |
| Conflitos intensos e dilemas morais | Problemas de família e um ex-namorado chato. | Se você gosta do casal de atores: Talvez. |
"No fim das contas, 'A Amada do Chefe da Yakuza' é um dorama que escolheu ser inofensivo. É uma comédia romântica agradável, com um protagonista masculino que é um sonho (e que rouba a cena), mas que traiu sua própria premissa mais interessante.
Recomendo só se você estiver num dia de preguiça total, procurando algo fofo que não exige nada do cérebro ou do coração. Para um romance com Yakuza de verdade, com perigo e personagens complexos, talvez seja melhor voltar aos clássicos ou procurar nos filmes.
E vocês, já assistiram? Concordam ou acharam que a doçura do Ren compensou tudo? Me contem nos comentários! E me deem sugestões de outros doramas que prometem perigo mas entregam romance!
Beijos dramáticos (e um pouco decepcionados),
Kim Eh Lis 💋✨
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